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Giro Esportivo |
Domingo, 05 de setembro de 2010 |
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Aeromodelismo: brincadeira de gente grande 12.09.2008 |
Brincar com carrinhos, aviões e navios fez parte da infância de quase todos os meninos montes-clarenses, mas esse prazer ultrapassa o universo das crianças através do aeromodelismo, onde adultos aliam hobby e esporte no momento de pilotar suas miniaturas.
A paixão pelo aeromodelismo chegou ao Brasil na década de 30, conquistando os paulistas, e depois foi espalhando por todas as regiões até chegar no Norte de Minas.
Alex Câmara, um dos apaixonados pelo modelismo, diz que essa atividade se divide em quatro grupos, o aeromodelismo, helimodelismo, automodelismo e o nauticomodelismo.
- O modelismo é a recriação em escala reduzida de modelos de carros, navios, aviões e helicóptero, destinados a atividades profissionais ou simplesmente em caráter recreativo. Os modelos são feitos respeitando as escalas específicas, normalmente escalas lineares que servem para estabelecer uma relação entre as dimensões do objeto real e do modelo recriado. E, essa relação entre o modelo com o objeto real é um dos fatores que mais encanta as pessoas que praticam o modelismo – explica.
Associados do Hobby Moc ajudam os novos praticantes do modelismo
Segundo Alex, os encontros de aeromodelos são realizados na pista de aeromodelismo localizada na saída para Belo Horizonte, aproximadamente 3 km após o posto da policia rodoviária federal, todos os sábados e domingos às 15 horas.
PISTA
O desejo dos montes-clarenses agora, é construir uma pista na cidade, através da Associação Norte Mineira de Modelismo, conhecida como Hobby Moc, para que o esporte possa ser praticado na região, sem precisar se deslocar para a capital mineira.
- Aqui em Montes Claros realizamos os encontros de carros on-road e off-road e helicópteros e no estacionamento das faculdades Ibituruna aos domingos às 10 horas. Lá as pessoas têm oportunidade de conhecer o nosso trabalho, saber como são os campeonatos onde eles acontecem, além de poder aprender conosco como trabalhar com todos esses equipamentos – informa Alex.
NOVOS ADEPTOS
Alex ressalta que as pessoas que tiverem interesse em praticar o modelismo deverão desembolsar de R$ 700 a R$ 1.000 em equipamentos básicos.
- Não são equipamentos muito baratos, tem equipamento que pode chegar a R$ 50 mil. Mas lógico que o iniciante deve optar pelo básico. Lembramos que todos os equipamentos são importados, no geral adquirimos através da internet. Quem tiver interesse deve entrar em contato conosco. Temos o maior prazer em orientá-los na compra, usando a experiência de todos os colegas que já praticam o modelismo. Além disso, ensinamos as pessoas a usá-los sem custo nenhum – salienta Alex.
Mais informações no site: www.hobbymoc.com.
Associação quer criar pista de aeromodelismo em Moc
O helimodelismo pode ser praticado em Montes Claros
ESPORTE NO BRASIL
Sem dados históricos precisos, sabe-se que em 1936 uma loja situada a Rua Direita, a Casa Sloper vendia material de aeromodelismo. Desde 1941, a firma Almeida & Veiga importava kits de modelos americanos. Em 19 de julho de 1942, foi realizado o I Campeonato Paulista de Aeromodelismo, no Campo de Marte. Em 17 de abril de 1943, surge a Casa Aerobrás.
O Sr. Ueno fabricou kits dos modelos Aspirante e Pernilongo, desenhados por Afonso Arantes; o Gavião, o Extraviador 1000, desenhado por H. Miaoka e o Cometa, desenhado por L. Giraldelli. O campo usado para a prática do esporte ficava na Av. Rebouças, esquina com a rua Iguatemi, hoje Faria Lima. O primeiro clube formado pelos aeromodelistas chamava-se “Parafuso”. E em 1945, foi realizado na várzea da Rebouças, o II Campeonato Paulista de Aeromodelismo.
A revista da época era a “Velocidade” e trazia artigos técnicos e matérias de aeromodelismo. O campo da Rebouças foi-se enchendo de casas e o grupo, formado por Afonso Arantes, Ângelo Rodrigues, Clécio D. Meneghetti, Afonso Mônaco, H. Miaoka, Rubens Arco e Flecha, Heder, Giraldelli, Conrado, Paulo Marques, Felício Cavalli e Naldoni mudaram-se para o Brooklin, ao lado da Hípica Paulista. Daí, foram para o Alto de Pinheiros, onde foram realizados vários concursos do troféu A Gazeta para modelos a elástico.
Por volta de 1956, os aeromodelistas passaram a voar na Base Aérea de Cumbica, pois o campo do Alto de Pinheiros foi tomado por casas. Em 1959 com a Associação Brasileira de Aeromodelismo, já fundada, surgiram eventos importantes: I Campeonato Brasileiro de Aeromodelismo e a participação de brasileiros no I Campeonato Sul-Americano, tendo como vencedor nas categorias planadores A2 e motor FAI, Paulo Marques.
No Ibirapuera, Afonso Mônaco consegue a primeira pista oficial de U-Control com alambrado e asfalto. Em 1970, surgiu o clube de vôo livre “Aerobu”. Outro impulso importante ocorreu nesta época: a introdução dos transistores, chips e circuitos impressos nos transmissores de rádio.
Barateou-os de tal forma que os praticantes de rádio-controle começaram a crescer em todo o mundo. Em 1975, o primeiro brasileiro a participar de um Campeonato Mundial de motor FAI, Eolo Carlini, classificou-se em “fly-off”, entre os melhores do mundo.
Em 1987, graças aos esforços de Walter Nutini, o aeromodelismo foi reconhecido como esporte no Brasil, na gestão de Vitor Garutti. Em 1996, a delegação brasileira de aeromodelismo Vôo Circular Controlado, consegue o 6º lugar no Campeonato Mundial da Suécia e novamente em 1998, desta vez na Ucrânia. Luiz Eduardo Mei consegue o recorde brasileiro e sul-americano em Velocidade, voando a 294 km/h. (Confederação Brasileira de Aeromodelismo)
Fonte: O Norte.Net
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O Tempo
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